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quinta-feira, 4 de março de 2010


Planos de aula
Educação Infantil
Formação social e pessoal Identidade e Autonomia Identidade e Autonomia
Seqüência Didática
Eu, nós e todo mundo na escola

Introdução
A construção da identidade se dá por meio das interações da criança com o seu meio social. A escola de Educação Infantil é um universo social diferente do da família, favorecendo novas interações, ampliando desta maneira seus conhecimentos a respeito de si e dos outros. A auto-imagem também é construída a partir das relações estabelecidas nos grupos em que a criança convive. Um ambiente farto em interações, que acolha as particularidades de cada indivíduo, promova o reconhecimento das diversidades, aceitando-as e respeitando-as, ao mesmo tempo que contribui para a construção da unidade coletiva, favorece a estruturação da identidade, bem como de uma auto imagem positiva.


Tendo em vista estes propósitos, a utilização de fotos pode ser amplamente aproveitada pelo professor de educação infantil. Este recurso visual promove situações de interação, reconhecimento e construção da auto-imagem, favorece as trocas e a percepção do outro e, das igualdades e diferenças, e consequentemente, de si.

Objetivos
- Interagir e relacionar-se por meio de fotos.
- Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e diferenças, mediante as interações estabelecidas.
-Sentir-se valorizado e reconhecido enquanto indivíduo.
-Enxergar-se a si próprio como parte de um grupo, de uma unidade complexa.

Ano
0 a 3 anos

Tempo estimado
Um a dois meses.
Esta seqüência didática foi traçada considerando as necessidades das crianças de se reconhecerem no grupo no início do ano letivo. Desta forma, foram pensadas atividades numa sequência, que pode ser alterada conforme as necessidades e interesses de cada grupo. Depois desta sequênica inicial é interessante que algumas atividades ocorram diariamente no decorrer do ano, como a elaboração da rotina e a elaboração do quadro de presença.

Material necessário
- Fotos das crianças sozinhas, com seus familiares, com seu brinquedo preferido, e outras, realizando atividades que gosta sozinhas e junto de seus colegas na escola.
- Caixinhas de sapato infantil para servir de caixinhas surpresa. Podem ser pintadas, ou forradas.
- Papel craft para fazer cartazes de pregas.
- Papel cartão colorido e cola para confeccionar os cartazes com janelinhas.
- Fita adesiva.

Desenvolvimento das atividades

Sequência 1 : eu, eu e eu
1. Numa roda, distribuir caixinhas supresa para as crianças com suas respectivas fotos dentro, de forma que abram e encontrem a sua imagem.
2. Distribuir as fotos e ajudar as crianças a cola-las sobre os cabides, onde ficam penduradas suas sacolas. Deixar as fotos sempre no mesmo lugar para que as crianças saibam o lugar destinado a ela guardar seus pertences. (Pode-se também fazer um mural de bolsos e, com ajuda das crianças, colar suas fotos, uma em cada bolso).
3. Fazer um cartaz de pregas representando a escola e outro representando a casa. Disponibilizar as fotos das crianças numa caixa que fique disponível a elas no início do dia. Deixe que olhem as fotos, encontrem as suas próprias e ensine-as a colocar no cartaz referente à escola.
4. Numa roda, sortear uma foto por vez para que o grupo identifique quem éIncentivar as crianças a nomear e a relacionar foto e colega. . Também podem cantar alguma canção simples, que diga os nomes das crianças neste momento, como Bom dia Mariana, com vai? Bom dia Mariana, como vai? Bom dia, Mariana, bom dia Mariana, bom dia, Mariana, como vai?. Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.
5. Espalhar fotos pelo espaço e brincar com as crianças de encontrar. Pode cantar uma canção simples como: Cadê o Léo, cadê o Léo, o Léo onde é que está? Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.
6. Fazer um cartaz com xerox repetidos e misturados das fotos de todas as crianças. Brincar com as crianças de cada uma encontrar as suas próprias fotos entre as demais.

Sequência 2: eu, tu, eles
1. Preparar um pequeno cartaz com janelinhas que abrem e fecham, uma sobre a outra, para cada criança (uma coluna, com espaço para quatro ou cinco fotos). Na janelinha de cima, colocar a foto da criança e fechar, de forma que a foto fiue escondida. Sugerir às crianças que abram as janelinhas e encontrem qual é o seu cartaz.
2. Nas caixinhas surpresas colocar as fotos das crianças com seus familiares. Distribui-las entre as crianças aleatoriamente. Deixar que abram e sugerir que descubram de quem é a foto que encontraram. Cada um entrega a foto que encontrou para o seu dono. O dono da foto cola-a, com ajuda do professor, no seu cartaz de janelinhas.
3. Em roda, cada criança mostra a foto do seu brinquedo preferido para o grupo e, com ajuda do professor, conta o que é e como brinca com ele. Depois, colam na janelinha seguinte de seu cartaz.
4. Repetir a atividade acima quantas vezes quiser, acrescentando fotos de outras coisas significativas do universo familiar de cada criança (foto do quarto, do animal de estimação etc.)

Sequência 3: nós e todo mundo
1. Com os cartazes, montar um biombo para sala, ou um grande mural, ao qual as crianças terão acesso livre para verificar as fotos de suas janelinhas e as de seus colegas.
2. Tirar fotos das crianças na escola, em suas atividades cotidianas, em pequenos ou em grandes grupos. Montar um móbile na altura das crianças para enfeitar um canto da sala.
3. Entre algumas fotos tiradas na escola, selecionar as mais ilustrativas das atividades que acontecem diariamente para confeccionar um quadro de rotina do grupo.
4. Todos os dias montar a rotina, sequenciando as atividades representadas pelas fotos, com ajuda das crianças.

MUITO INTERESSANTE

MATEMÁTICA



O trabalho no âmbito da matemática, na idade pré-escolar, ajuda a criança a compreender, a ordenar a realidade (as características e as propriedades dos objetos) e também a compreender as relações que se estabelecem entre os objetos (semelhança, diferença, correspondência, inclusão, etc.).

Os conteúdos relativos à linguagem matemática que serão desenvolvidos na Educação Infantil são:

· A análise das propriedades dos objetos e das relações quepodemos estabelecer.

· Ao ordenar, classificar e comparar os objetos, as crianças. aprendem conceitos, semelhanças e diferenças e começam a conceitualizar as formas, as cores, as propriedades dos objetos.

· O início da quantificação

- Conhecimento dos quantificadores .

- Conhecimento da série numérica

· A resolução de situações-problema.

· A medida do espaço (longe, perto, aqui, ali) e a medida do

tempo (ontem, hoje, antes, depois, etc.).

· A representação do espaço.

Nesta idade as crianças já começam a identificar as formas geométricas e a identificá-Ias no espaço imediato.



ARTES



A partir dos dois anos de idade, as crianças estão muito interessadas em atividades que permitam a representação plástica. No início pintam e fazem rabiscos por simples prazer. Aos poucos, dão-se conta que podem representar a realidade de maneira que cada vez possa ser mais reconhecida e os seus desenhos vão se tomando mais fiéis à realidade.

As principais capacidades que se desenvolvem através das

plásticas são:

· Formação de conceitos: a observação e a análise da realidade servem para ampliar os conceitos.

· Habilidade manual.

· Imaginação e fantasia

Para desenvolver essas capacidades partiremos das elaborações próprias das crianças para que possam ir melhorando-as à ampliando-as através da observação da realidade, ajuda e comentários da professora, apreciação de suas próprias obras e de artistas famosos.

Conceitos como “figurativo” e “abstrato” podem ser apresentados à criança desde a educação infantil por intermédio

de imagens, e sua assimilação dar-se-á por aproximações sucessivas. São exemplos de respostas dos alunos que passam pelo momento conceitual, para definir o figurativo e o abstrato, “o tudo direitinho” e o “tudo bagunçado”.

Os procedimentos (“conjunto de ações ordenadas e orientadas para a consecução de uma meta”) são aprendidos quando executados. Os alunos aprenderão procedimentos de pintura, desenho, gravura, modelagem, colagem, etc. O papel do professor será o de garantir oportunidades constantes para tais

exercícios e apoiar o aluno em seus afazeres, levando-o à autonomia progressiva na execução das tarefas.




MOVIMENTO/ EDUCAÇÃO FÍSICA



Nesta fase de desenvolvimento, as crianças têm grande necessidade de explorar o espaço, de exercitar o movimento de seu corpo e de conhecer os objetos que existem à sua volta.

Para isso, haverá um cuidado em relação ao espaço e materiais, evitando possíveis perigos. Serão propostos momentos de jogos espontâneos, brincadeiras livres e também situações em que as professoras conduzirão a atividade, tais como:



Oficinas de Percurso Lúdico Motor: São os movimentos e brincadeiras exploratórias (saltar, correr, arremessar) desenvolvidas pelas próprias crianças que podem ocorrer tanto de forma individual como em pequenos ou grandes grupos. O foco desta proposta está no trabalho com autonomia e escolha, para que o aluno possa desenvolver um percurso lúdico e criador.

Um dos aspectos essenciais deste eixo de trabalho está relacionado ao fato das crianças hoje possuírem poucos momentos para se movimentar e brincar livremente.



Circuitos Motores : São o conjunto ou série de habilidades relacionadas com o deslocamento, o equilíbrio e a manipulação realizadas pelas crianças com diversos materiais, na intenção de repetir um trajeto previamente determinado. É realizado com a colocação de materiais como mesas, bancos, colchões e também com materiais que foram adquiridos especialmente para os circuitos.

No circuito a criança percebe o seu corpo e o movimento com precisão, e mobiliza-os de múltiplas formas no espaço. Quem realiza um circuito se depara com desafios em obstáculos às vezes fáceis ou não, que aos poucos constroem suas habilidades, ao mesmo tempo em que se depara com situações de insegurança, respeito e cooperação com o outro (controlar o medo, esperar a vez sem empurrar, ajudar o outro, etc).



Jogos e Brincadeiras



Os jogos e brincadeiras de movimento são atividades que através de vários gestos (saltos, corridas, lançamentos, equilíbrios, chutes, etc) estimulam o desenvolvimento do corpo e do movimento.

Consideramos esses jogos importantes para a produção do conhecimento, para o desenvolvimento da moralidade, da afetividade, do corpo e do movimento das crianças, além de serem situações desafiadoras e significantes. As professoras estão sempre preocupadas em construir um ambiente sócio-moral e afetivo positivo, não privilegiando a competição, não selecionando e excluindo os participantes nos jogos, não admitindo risos, gozações e humilhações. Haverá também muito cuidado em não propor jogos que ponham em risco a integridade física da criança.





NATUREZA E SOCIEDADE



É importante para a formação integral de nossos alunos que as crianças encontrem na escola desde cedo, um espaço vivo de informações sobre diferentes conteúdos que compõem o universo de conhecimentos construídos pelos homens em sociedade. Dentre eles estão aqueles organizados pelas Ciências Sociais e Ciências Naturais.

Nossas orientações didáticas desses conteúdos consideram aspectos referentes à estrutura de cada disciplina, atentam para as limitações e peculiaridades do desenvolvimento cognitivo do aluno desta faixa etária e preocupam-se com os métodos para transmitir os conhecimentos.

Considerando os resultados das pesquisas piagetianas sobre a formas como se desenvolve o conhecimento e a noção de tempo na criança, antes dos sete anos, a ênfase curricular deve acontecer sobre temas da vida cotidiana, isto não significa, entretanto, que não possam ocorrer temas da história, tratados recortados no tempo.

Nas classes do Infantil, de acordo com essa orientação, trabalharemos com temas da vida cotidiana e com fenômenos históricos tomados em um determinado momento.

Desenvolveremos os projetos:



CIÊNCIAS NATURAIS



“As crianças, desde muito cedo, já desenvolvem idéias sobre o mundo natural que os rodeia. Têm experiências a respeito do que acontece quando deixam cair, empurram, apertam ou arremessam objetos, e assim constroem idéias e expectativas relacionadas com a forma como os objetos são percebidos e como eles se movem. Da mesma maneira, desenvolvem idéias sobre outros aspectos do mundo que as rodeia por meio de experiências, por exemplo, com os animais, as plantas, a água, a luz e as sombras, as estufas e os brinquedos...”

(DRIVER, Rosalind; SQUIRES, Ann; PETER, Wood – Dando

sentido para a ciência: pesquisando as idéias das crianças.

Visor. Madrid, 1999)



Um dos nossos objetivos dentro desta disciplina é que as crianças construam uma idéia ampla do universo científico, que saibam que ele inclui diversos assuntos e também que tenham uma postura investigativa, curiosa frente a eles. Não importa o tema discutido, conquanto que faça as crianças pensarem sobre o objeto Ciências, que amplie seu conceito do que ele abrange e que aumente o número de fatos e fenômenos que a criança possa observar, relacionar, tornando o conhecimento cada vez mais significativo.

Optamos por alguns temas:



MÚSICA



Na Educação Infantil, as crianças começam a vivenciar ritmos, gestos, jogos motrizes através de canções e danças. Os conteúdos são organizados em dois blocos:

a) O Fazer Musical

· Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança.

· Repertório de canções para desenvolver memória musical.

· Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na organização e realização de algumas, produções musicais.



b) Apreciacão Musical

A apreciação musical refere-se à audição e à interação com

músicas diversas:

· Escrita de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países.

· Informações sobre as obras ouvidas e seus compositores.





ENSINO RELIGIOSO



O Ensino Religioso procura proporcionar condições para que o aluno, apoiado e iluminado pelos valores evangélicos do perdão, do amor e do respeito, tome consciência do que dá sentido à vida, tenha uma visão de mundo, de si mesmo e de Deus. Educar o coração (cf. Santa Cabrini), levando em conta a religiosidade e respeitando o pluralismo religioso.

Deste modo, o Ensino Religioso escolar visa à educação plena do aluno, à formação de valores fundamentais através da

busca do transcendente e da descoberta do sentido mais profundo da existência humana.



Ensino Religioso - educação centrada na vida.

Tendo sempre presente uma atitude de respeito e valorização da diversidade cultural e religiosa, as aulas de Ensino Religioso são momentos privilegiados para as informações e orientações sobre os aspectos referentes ao desenvolvimento da espiritualidade humana. De maneira clara e tranqüila, o trabalho é realizado através de histórias bíblicas, especialmente as parábolas, onde as crianças podem participar na dramatização e reflexão, possibilitando melhor compreensão. Além disso, as histórias, contos, vídeos que enfatizam os valores relacionados a convivência, partilha, amor, solidariedade, justiça, são materiais de grande utilização.

Também são organizados momentos para a experiência e convivência mais concreta dos assuntos abordados em sala de aula, tais como: atividades de integração, confraternização e partilha com outras turmas da educação infantil, gestos concretos de solidariedade através de campanhas na Páscoa, dia das crianças e Natal.

O tema da Campanha da Fraternidade: “Levanta-te e vem para o meio”, será um dos assuntos de maior reflexão e envolvimento de toda a escola, objetivando a realização de um mundo mais justo e solidário, onde possamos ser felizes, livres e irmãos.



Projeto: Conviver

A educação de crianças



O sentimento de pertencer a um grupo, de ser uma pessoa importante e querida e a percepção crescente da capacidade de aprender são aspectos fundamentais da formação de nossos pequenos alunos. Nesse sentido, a primeira etapa da vida escolar das crianças na escola visa formar estreitos vínculos com professores e funcionários e com todas as situações de aprendizagem no dia-a-dia.

Em um clima de afeto e confiança, as crianças adquirem segurança em suas própria capacidades expressivas, vivenciando múltiplas oportunidades para o desenvolvimento da criatividade e do prazer pelo conhecimento e a cultura.

O papel dos valores na Educação Infantil e 1º ano



Na Educação Infantil e 1º ano, as crianças compartilham um conjunto de situações regulares em sua forma e freqüência, que envolvem ações estruturantes para o bem-estar das crianças na escola e para a progressiva construção de valores significativos na interação social, como a autonomia e a cooperação.

Nessa primeira etapa, ser autônomo está relacionado à capacidade de assumir pequenas responsabilidades considerando as necessidades pessoais e do outro, dentro de regras e limites valorizados para uma convivência saudável.

Os alunos cuidam dos próprios pertences, dos materiais de uso comum, consideram as colocações do outro colega ou adulto- e reconhecem a potencialidade do diálogo como forma de expor seu ponto de vista e compreender as diferentes situações.

Criar espaços reais de participação das crianças pequenas valoriza a possibilidade que elas têm, ao mesmo tempo em que a insere de verdade na vida da escola. Assim, conhecer os funcionários que mantêm a sala limpa, os que cuidam dos jardins, são situações que fazem parte do trabalho educacional desenvolvido no Colégio.

Além de propor um espaço para brincar e conviver com os outros, a Educação Infantil e 1º ano destacam a interação com os diversos aspectos da cultura como eixo estruturante da aprendizagem nesse segmento escolar.

IDENTIDADE E AUTONOMIA



A construção da identidade e autonomia refere-se ao progressivo conhecimento que as crianças vão adquirindo de si mesmas, a auto-imagem que através deste conhecimento se vai configurando e à capacidade para utilizar recursos pessoais de que disponha a cada momento.

Na Educação Infantil, fomentar a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças pequenas significa ajudá-Ias a progredir na definição da própria identidade, no conhecimento e na valorização de si mesmas.

Procuramos, então, criar um ambiente conhecido e seguro para elas, no qual todas as pessoas são chamadas pelos nomes e pouco a pouco se tornam referências.

Consideramos que as situações educativas que a criança vive na escola e a maneira como as educadoras tratam essas atuações serão muito importantes na formação dos conceitos de si mesmas.

Na escola, quando as crianças aprendem, por exemplo, a ordenar um joguinho, a brincar com carrinhos, estão também aprendendo muitas coisas sobre elas mesmas, que Ihes permitem formar uma opinião sobre si.

Portanto, a construção de uma auto-imagem positiva requer que, na escola, as crianças tenham experiências em situações que Ihes permitam ganhar confiança em suas capacidades e que sejam vistas como crianças com possibilidades. Isso dá segurança, que é um elemento básico para atrever-se a explorar novas situações, novas experiências. É importante observar que não se trata de renunciar à exigência e ao controle, e sim, de endereçá-Ia a um contexto comunicativo, afetuoso e respeitoso.

“Trata-se de combinar as metas com o alento para superá-Ias, a correção com o encorajamento, o reconhecimento dos limites com as possibilidades.”


LINGUAGEM ORAL E ESCRITA



A linguagem verbal é o instrumento básico da comunicação e representação dos seres humanos e é o que nos identifica como tal. Desde a infância até a vida adulta, a linguagem é o verdadeiro motor do pensamento, o que nos permite ativá-Io e organizá-Io.

Na Educação Infantil, o enfoque de trabalho da língua oral deverá ser basicamente procedimental, isto é, a maioria dos conteúdos que as crianças aprendem são procedimentos de utilização da língua, através dos quais aprendem atitudes e conceitos relacionados com a linguagem.

Os trabalhos de iniciação à língua escrita estão relacionados aos aspectos comunicativos da língua: a escrita serve para saber coisas, para divertirmo-nos, para estarmos informados, para aprender, para conhecer a marca de um produto, etc.. Procuraremos apresentar às crianças propostas para que ela utilize a escrita em situações que tenham sentido, vamos falar e dar informações sobre a língua escrita em situações significativas para a

maioria das crianças (livrinhos de Ieitura , receitas, bilhetes, poesias...).

Quando se toma a escrita em sua totalidade, temos, em jogo, o conhecimento sobre as diferentes formas de discurso: as diferentes circunstâncias de uso e os diferentes formatos que podem tomar os textos escritos. Temos ainda, um sistema codificado que permitirá que pessoas possam se comunicar por escrito. No caso de nossa língua trata-se de um sistema alfabético.

Se o tomarmos em separado de seu uso, tratamos o sistema alfabético como um código e se transforma em uma habilidade, uma mera técnica. Se o tomarmos, entretanto, como fundamental para o processo de comunicação na língua escrita e se, entendermos a produção de textos como ponto de partida (e de chegada) de todo o processo ensino/aprendizagem desse objeto, o código alfabético passa a ser um sistema de representação. Produzindo e lendo textos, ainda que não de acordo com as convenções desse sistema, as crianças estarão sendo convidadas a refletir sobre a escrita em sua totalidade, sobre o sistema de representação e as formas que ganha esse sistema a depender do uso que dele se faz. O código alfabético deixa de ser um sistema fechado e ganha vida.

São três os períodos básicos do processo de compreensão do nosso sistema de representação:

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No primeiro a criança começa a diferenciar a escrita e outros sistemas de representação, principalmente do desenho. Neste período a escrita passa a ser considerada um objeto substituto, portanto um sistema de representação.
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O segundo período é caracterizado pela busca por parte das crianças, de certas propriedades de legalidade no eixo quantitativo, que deve ter a escrita. As crianças pensam que a escrita deve ter um mínimo de caracteres (geralmente dois ou três) para que diga algo. No eixo qualitativo, cada produção escrita deve ter uma variedade interna, isto é, os caracteres devem ser diferentes.
*

O terceiro período começa precisamente quando a criança corresponde partes sonoras. Implica em atribuir uma letra para cada sílaba. No eixo qualitativo, a criança começa a colocar letras semelhantes para partes sonoras parecidas. As contradições existentes neste período fazem com que um novo processo de construção seja iniciado. A criança passa

por um período de transição em que se mesclam idéias características do período silábico e do sistema alfabético, até que possa escrever de maneira sistemática, atribuindo as letras necessárias para representação dos fonemas necessários.